VÍTIMA CLÍNICA X VÍTIMA TRAUMA

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VÍTIMA CLÍNICA X VÍTIMA TRAUMA

A primeira coisa que deve ficar claro nesse tipo de situação, é que vitima clínica normalmente não há algum tipo de acidente de carro, ou quedas. Ou seja, doenças que não tiveram nenhum fator externo que levasse a ela, por exemplo: doenças infecciosas graves, infartos, embolias pulmonares, AVC, hipertensão, insuficiências de órgãos de origem não traumáticas, ou seja, não sofreu injúria, não machucou.

Pode acontecer uma queda por conta de um desmaio, vamos dizer que a pessoa pode ter tido uma falha cardíaca, e que o principal fator houve um vaso dilatação e o debito cardíaco não estava fluindo da melhor forma possível, por isso o desmaio. Ela pode ter batido a cabeça? Sim, então nós devemos procurar informações de pessoas que estavam perto do paciente e visualizaram a hora da queda. Mas se você não tem nenhuma informação sobre o paciente ou sobre a hora do desmaio, sempre trate ele da maneira mais grave possível, ou seja, considere um trauma, porque assim teremos cuidados maiores e o risco de possíveis problemas diminui, e quando o paciente estiver consciente ele vai relatar o que aconteceu.

Já as vitimas de traumas, pode ser dito que acabou acontecendo uma grande troca de energia com alguma coisa. Imagina você andando de ônibus, e de repente  o ônibus da uma freada muito brusca, todas as pessoas que estão dentro do ônibus vão sofrer uma troca de energia, elas também estavam na mesma velocidade do ônibus e por causa da freada, todo mundo caiu, e as pessoas que estavam em pé, foram arremessados para uma longa distancia.

 

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Quando vocês tiverem uma vitima de trauma, existem duas coisas que devemos sempre suspeitar, seja você Socorrista, Bombeiro Civil, etc. Uma delas é considerar que essa pessoa pode ter tido uma lesão de cervical, que pode ter comprometido alguma vértebra. Para quem não sabe, ao longo de toda a coluna vertebral saem raízes nervosas que se dirigem para cada parte do corpo, por isso a consequência de um trauma nesta região está associada à localização em que ocorreu a lesão. Quanto mais alta for à lesão, maior é o risco e a possibilidade da perda dos movimentos e, quanto mais baixa for à lesão, mais sensibilidade e movimentos serão preservados. Então uma lesão grave entre a coluna cervical 2 e 5 afeta diretamente o sistema respiratório, por isso o controle cervical é muito importante numa vitima de trauma, e evitar que essa pessoa mexa a cabeça é essencial, para assim evitarmos lesões e problemas mais graves. Se você não é profissional da saúde, pedir auxílio e explicar o que aconteceu com a vitima o mais rápido possível é essencial. E esse acionamento deve ser rápido e direcionado para que a equipe de socorro saiba o que aconteceu, então quanto mais detalhada for a explicação do que aconteceu com o acidentado para a equipe de emergência melhor.

A segunda lesão que devemos suspeitar é que todo paciente vítima de trauma pode estar sangrando, e esse paciente que sangra muito pode vir a ter um problema mais grave, como por exemplo um choque hipovolêmico (também chamado de choque hemorrágico, é um quadro potencialmente letal que ocorre quando uma pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluido corporal. Com esta perda grave de fluidos, o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo. O choque hipovolêmico pode causar a falência de muitos órgãos.)

 

PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO DE VÍTIMAS TRAUMA E CLÍNICOS

Nós temos hoje um atendimento básico que é feito pelo PHTLS para vítimas de trauma, e a sequência que devemos seguir seria checar as vias aéreas, ventilação, circulação, níveis neurológicos e exposição da vítima. Quando nós atendemos uma vítima clínica, podemos seguir essa mesma sequência, iremos avaliar vias aéreas, qualidade ventilatória, circulação/qualidade de pulso, níveis neurológicos e fazer a aplicação do SAMPLE:

S – Sinais e sintomas: descobrir o que o paciente está sentindo, como dor, dificuldade para, sensibilidade…

A – Alergias: descobrir quais alergias o paciente tem e se tem alergia a algum tipo de medicação.

M – Medicamentos: medicamentos que o paciente toma regularmente.

P – Passado médico: problemas de saúde relevantes, cirurgias feitas…

L – Líquidos e alimentos: última refeição feita.

E – Eventos relacionados com o trauma ou doença)

Quando aplicamos essa sequência básica, estamos dando prioridade para aquilo que pode atingir o paciente e afeta-lo com risco a vida. Então atendimento de trauma e de clinica tem pouca diferente.

Mas a American Heart está com um novo protocolo chamado de CABD, todavia, o trauma diz que o protocolo a ser seguido é ABCDE. Quando temos um trauma nós temos riscos de termos um engasgamento, por sangue, liquido, meio ambiente, assim como um trauma de tórax, uma grande hemorragia, e até mesmo um trauma de crânio e tudo isso deve ser classificado pelo risco que o trauma traz ao paciente. Agora quando a American Heart diz que a prioridade é fazer circulação, vias aéreas e ventilação, ela quer dizer que um paciente de cardio respiratória, a prioridade no atendimento numa vitima desse porte, é iniciar o mais rápido possível a circulação dela, e então tratar o reconhecimento e logo em seguida iniciar o RPC. Caso esteja sozinho no local, eu devo dar prioridade para pedir ajuda e iniciar o RCP e assim conformo for necessário eu vou pedindo ajuda para pessoas me auxiliarem no RCP. Agora se sou a unidade básica, e uma pessoa teve um infarto, reiniciaremos o RCP, pediremos ajuda do médico ou do ambulatório, iniciaremos o atendimento RCP com prioridade pois não podemos deixar esse oxigênio faltar no cérebro, porque quanto mais tempo o cérebro fica sem oigenio, mais grave o paciente fica, e em sequência nossos colegas das vias aéreas e ventilação, então esse processo é simultâneo tanto nos CABD tanto ABCDE no trauma.

O CABD não deve ser utilizado no trauma, a não ser que a vitima de trauma gerou um PCR, aí o protocolo muda, pois caímos na parada Cárdio respiratória, e então acabamos utilizando o CABD também.

 

APRENDA NA PRÁTICA!