USO DO DEA EM CRIANÇAS E LACTENTES

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USO DO DEA EM CRIANÇAS E LACTENTES

A parada cardiorrespiratória em crianças dificilmente leva a morte. Muitos autores relatam que as taxas de sobrevida são maiores naquelas crianças que apresentam parada respiratória apenas, dentro ou fora do hospital, em relação àquelas que apresentam parada cardiorrespiratória. O reconhecimento precoce e a rápida intervenção na falência respiratória previnem o aparecimento de hipoxemia e de acidose respiratória, sendo esses últimos os mais importantes fatores que nos advertem para uma progressão para parada cardíaca.

Em qualquer emergência que ocorra com paciente pediátrico, a primeira etapa é estabelecer a per viabilidade das vias aéreas, seguida por ventilação e circulação adequadas (ABC).

O treinamento do profissional de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas de gravidade é de extrema importância. Muitas vezes a demanda para o atendimento é muito grande e pequenos detalhes facilmente passam despercebidos.

Crianças e Lactentes

Os profissionais de saúde e leigos não podem se esquecer que na horado atendimento das crianças a diferença de criança para lactente é importante: lactentes como aqueles menores que 1 ano e crianças como aquelas de 1 ano até a idade do início da puberdade (adolescência). Podemos usar como definição o desenvolvimento de seios nas meninas e o início de pelos na áxilas nos meninos. Passando essas idades, o tratamento será igual ao atendimento em adultos.

Procedimentos para o uso do DEA em crianças

A primeira é a alteração das pás. Como o tórax da criança ou do bebe é menor, as pás devem ser menor. Então devemos dar prioridade em instalar a pá subclave direita e intramamaria esquerda no tórax das crianças, lembrando que são crianças acima de 1 ano até a puberdade. No tórax da criança conseguimos fazer essa instalação, se o tórax permitir que as pás não se encontrem de maneira alguma. Se essas pás de alguma maneira se encostarem, não poderá ser aplicado o choque.

Procedimentos para o uso do DEA em pacientes pediátricos lactentes

Nas novas diretrizes de 2010 sobre o DEA, recomenda-se utilizar um atenuador de carga elétrica pediátrico para crianças de 1 a 8 anos (lactentes), mas na ausência deste, pode ser utilizado o DEA com carga padrão.

Diferente das crianças, essa possibilidade de fazer a desfibrilação com o mesmo posicionamento das crianças não é efetiva, porque o tórax do bebe é menor. Então devemos utilizar o posicionamento no tórax na parte interior, e a outra será na parte dorsal.

Caso não tenha a pá pediátrica, a American Heart diz que devemos utilizar a pá de adulto. A pá pediátrica vem com um atenuador de carga, e pode vir diretamente no plug do DEA ou um sistema no meio dos cabos que vai diminuir as cargas. A American Heart estipula que a carga aproximada é de 50 joules para pediátrico e de 100 joules para adultos.

Lactentes

Em crianças menores de 1 ano, recomenda-se em primeiro lugar a utilização do desfibrilador manual, mas na ausência deste, pode ser utilizado o DEA com atenuador de carga elétrica pediátrico e se caso este também faltar, pode-se usar o DEA com carga padrão. Esta mudança ocorreu, pois no paciente pediátrico não houve nenhum tipo de estudos específicos que comprovassem que uma aplicação de carga de 200 joules fosse prejudicial para reverter o quadro clinico de um paciente pediátrico que está em parada Cardio respiratória.

Curiosidades

  • O principal fator determinante da sobrevivência de uma Parada Cardíaca é o intervalo desde a perda da consciência até a desfibrilação.
  • O uso de DEA por socorristas leigos treinados levou a taxas de sobrevivência de até 49%.
  • Com a inclusão do uso do DEA nas habilidades de SBV, ele passou a ser o 3º elo da Cadeia da Sobrevivência: acesso rápido, RCP rápida e desfibrilação rápida.

O que acharam?

O que acharam desse artigo? Conseguiram aprender um pouco mais sobre o DEA em crianças de lactentes? Nós também temos um artigo sobre o Como aplicar o DEA em Adultos , não fique por fora, dê uma conferida!

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