SEQUÊNCIA HPPP – REALIZADO NO TRAUMA

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SEQUÊNCIA HPPP – REALIZADO NO TRAUMA

A sequência HPPP nada mais é que controle de hemorragia, perfusão, pulso e pele. E ela é realizada dentro da abordagem primária. Se você não leu nosso artigo sobre a abordagem primária, dê uma conferida aqui.

Hemorragia

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É na letra C da abordagem primária que é feita o controle de hemorragia. Existem hemorragia externas, quanto mais rápido nós controlarmos esse sangramento, melhor vai ser para nosso paciente. Dentro desse método de controle de hemorragia externa, existem alguns métodos como curativos compressivos, torniquetes ou agentes hemostáticos.

Nós precisamos ter em mente que devemos conter esse sangramento, pois o sangue transporta as hemácias e as mesmas conduzem oxigênio para o resto do corpo. Quando esse paciente perde sangue ele perde capacidade de oxigenação do cérebro, por isso é tão importante controlar esse sangramento em primeiro lugar.

E caso a cinemática indique uma hemorragia interna nesse paciente, não só a cinemática, mas também sua avaliação na abordagem primária vão indicar uma hemorragia interna existem, então devemos classificar esse paciente como estado grave.

Perfusão

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O primeiro P será sobre perfusão, a perfusão é a quantidade de oxigeno que chega na extremidade do corpo. Então você sempre vai avaliar o paciente apertando na ponta do dedo e soltando. Esse leve apertão que você faz nas extremidades do dedo vai permitir que o sangue saia dali,deixando o dedo branco e quando solta e em menos de 2 segundos ele precisa voltar ao estado normal, que é corado. Se eu tenho uma perfusão de extremidades maior que 2 segundos eu tenho uma indicação que esse paciente tem alguma dificuldade de conduzir sangue para extremidade.

Agora pensem, se o paciente está com problema na condução de sangue na ponta de um dedo, imagina o que deve acontecer com o cérebro do mesmo que provavelmente também não está chegando sangue?

Então devemos sempre ter um cuidado na perfusão, pois o mesmo não é um delimitador ou indicado de hemorragia. Porém nós temos a obrigação de fazer a avaliação dessa perfusão para que o paciente possa ser monitorado.  É claro que se a perfusão for numa cena de haja uma fratura, pode ser que o paciente tenha uma obstrução de uma artéria ou de uma veia e a perfusão estará diminuída no membro fraturado.

PULSO

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O pulso central dentro do pré-hospitalar é sempre mais indicado o pulso carotídeo onde você vai conseguir checar ele por 10 segundos. Não é a quantidade de pulso que nos importa, mas sim a qualidade dele, e então devemos avaliar com precisão se o pulso está rápido ou lento, fraco ou forte. Algumas terminologias dizem que o fraco é igual a fino e o forte igual a cheio.

Então existem termos dentro da área da saúde que são muito corriqueiros, e vocês podem assistir vídeo aulas com profissionais falando de maneiras diferenciadas.

Nossa ideia é entender a qualidade desse pulso, um pulso normal, por exemplo, é um pulso rápido e forte ou lento e forte. Porém precisa ser palpável, precisamos sentir esse pulso.  Qualquer pulso que esteja rápido e fraco ou até mesmo lento e fraco é muito preocupante, pois o paciente pode estar desenvolvendo alguma síndrome preocupante no caso do trauma.

 

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PELE

Sempre devemos avaliar onde tivermos mais facilidade, onde geralmente é no rosto. A pele deve ser avaliada em relação a sua qualidade natural, o normal é ela estar quente e seca, se ela estiver diferente disso como fria e úmida nós já temos um paciente grave com sinais de hemorragia, e provavelmente o paciente já perdeu muito sangue.

EXTRA

Ainda falando sobre a perfusão, é que caso a perfusão periférica não possa ser avaliada. Podemos avaliar o paciente no lóbulo da orelha, nos lábios, na ponta do nariz e também em últimos casos, na gengiva. Isso vai facilitar nossa avaliação em casos graves.

Então nós temos controle de hemorragia, perfusão que precisa estar menos que dois segundos, o pulso que o normal é ser um pulso forte, rápido ou lento, e a pele sempre quente e seca. Qualquer coisa diferente disso pode indicar uma situação mais grave do paciente. Por exemplo, o choque, que seria o pulso fraco e rápido, pele fria e úmida, perfusão maior que 2 segundos, alterações de frequência respiratória, pressão arterial e etc.

O que acharam?

O que acharam desse artigo? Conseguiram entender melhor sobre HPPP no trauma e como aplica-lo? Aproveite para dar uma olhada no nosso artigo de Abordagem Primária.

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