5 FATORES ESSENCIAIS SOBRE A FOTORREAGÊNCIA PUPILAR

FOTOREAGÊNCIA PUPILAR-capa

APRENDA SOBRE A FOTORREAGÊNCIA PUPILAR

Avaliação neurológica está dentro da abordagem primária, então se você ainda não viu o nosso vídeo de Abordagem primária, dê uma lida no artigo que temos sobre o assunto, o conteúdo está muito bom.

Dentro da abordagem primária existe a letra D que é sobre o nível neurológico, no entanto dentro dessa abordagem primária antes de iniciarmos o Glasgow nós realizamos a reação pupilar do paciente, porém uma coisa é a fotorreagencia e outra coisa é reação da resposta ocular na escala de Glasgow, então tomar cuidado na diferença desses dois conceitos é essencial.  Na avaliação de fotorreagencia das pupilas do paciente, vamos avaliar a reação do contato que ela tem com a luz. Isso pode ser feito tanto com a luz do dia ou com a caneta pupilar. Vale reforçar que tomar cuidado com o tipo de luz que vai ser usado para avaliar a pupila do paciente é importante, pois pode gerar uma lesão ocular no paciente.

Avaliação das Pupilas

Na avaliação das pupilas, nós vamos avaliar a reação da diminuição que ela tem. Existem 4 tipos de pupilas que vamos encontrar , quando o paciente está com um Glasgow 15/14 ou 13 ele pode ter uma pupila normal, é uma pupila fotorreagente isocórica (fotoreagente = reage a luz, Isocórica: pupilas iguais). Quando é uma pupila fotorreagente, é porque ela está reagindo a luz então ela tem a contração pupilar e tem a dilatação conforme a necessidade do ajuste de luz. Nosso olho funciona como se fosse uma câmera, ele regula a quantidade de luz que precisa entrar. Então fazendo uma avaliação com a caneta pupilar, esse paciente vai ter uma contração e logo em seguida regular o foco da pupila.

Miótica

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Nós também podemos ter pacientes que tem as pupilas contraídas, que são chamadas de pupila miótica.  Esse tipo de pupila pode ser encontrado tanto nos dois olhos quanto em um só, é importante ficar atento na avaliação. É encontrada em diversas condições médicas, e também pode ser causada por algumas drogas, tais como álcool, maconha, algumas drogas quimioterápicas do câncer… Existem colírios que são usados intencionalmente para causar miose, eles são chamados de mióticos, então estar a par desse tipo de informação na hora de um atendimento é importante. Doenças também podem causar a miose, tais como Hemorragia na ponte (hemorragia intracraniana), Sindrome de Horner (um conjunto de anormalidades no suprimento nervoso da face devido a lesões no sistema nervoso simpático).

Midriática

Também pode ocorrer de encontrar pupilas que estão muito dilatadas, que são chamadas de Midriática. E como na pupila Miótica, também pode ser encontrado tanto nos dois olhos quanto em apenas um olho. Podendo ser um dos efeitos colaterais ao uso de remédios para a síndrome do pânico. Pode ser causada pelo uso de drogas como anticolinérgicos, cocaína, ácool, LSD e outras drogas. A midríase pode estar relacionada a lesões cerebrais, como por exemplo lesões do tronco encefálico. Em acidentes de trânsito, é um dos indicadores de possíveis lesões cerebrais.

 

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Anizocóricas

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Alem desses níveis, nós temos situações as pupilas podem estar totalmente diferentes uma pupila contraída e outra dilatada, ou podemos ter uma pupila normal e a outra contraída. Pupilas com essas características são chamadas de anisocóricas (pupilas diferentes). No geral, o tamanho das pupilas se modifica conforme a quantidade de luz, elas ficam menores quando a iluminação é forte, evitando que muitos raios entrem nos olhos, e se expandem quando há pouca luz, para podermos enxergar um pouco melhor. Porém, essa mudança de tamanho deve acontecer na mesma proporção entre os dois olhos e fiquem de tamanho parecidos.

Anisocóricas em pessoas com AVC e com uso de drogas

Também podemos ver essas pupilas em pessoas que tiveram AVC que é uma situação clinica, onde o paciente pode desenvolver a anisocoria, normalmente é uma evolução de uma AVC hemorrágico, onde  a pressão intracraniana se altera e esse paciente acaba desenvolvendo uma pupila diferente da outra.

Ao mesmo tempo pode acontecer de ter uma alteração pupilar pelo uso de drogas, substancia neuroestimulantes vão fazer com que esse paciente tenha os olhos mais arregalados e pupilas contraídas. Já pupilas dilatadas são efeitos de neurotoxinas e neurodepressoras.  Essas substancias neurodepressoras essas substancias podem ser tanto efeito de medicação quanto substancias toxicas que fazem a pessoa ter uma diminuição da atividade neural , então a pupila acaba tendo uma dilatação maior. O álcool e a maconha são bons exemplos disso.

Porque devemos saber sobre a Fotorreagência Pupilar?

Todo esse estudo, serve para dizer ser o paciente está tendo uma lesão cerebral ou não. Por exemplo, traumas de crânio graves, podem apresentar alterações pupilares, como Midriase e Miose . Uma parada cardio respiratória onde é uma deficiente de oxigênio, o paciente pode ter pupilas em Midriase, ou pupilas dilatas.

Lembrando que é muito importante sabermos a escala de Glasgow, para podermos aplicar avaliação pupilar.

O que acharam?

O que acharam desse artigo? Conseguiram entender melhor sobre HPPP no trauma e como aplica-lo? Aproveite para dar uma olhada no nosso artigo de Abordagem Primária.

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