COMO FAZER UMA AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA?

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Como fazer uma avaliação respiratória?

A prioridade no atendimento de ventilações do paciente seja ele de origem clinica ou traumática vai nos levar a uma avaliação da gravidade desse paciente, pois quando temos um paciente que não consegue respirar com qualidade, teve uma expansão torácica voluntária e preenchimento dos pulmões com oxigênio, sempre deve nos remeter a um paciente com caso grave.

Como tratar de um paciente com problemas respiratórios?

Quando um paciente começa a respirar de maneira diferente na minha frente, eu tenho que tratar essa ventilação da maneira mais rápida possível. É muito preocupante não saber avaliar uma pessoa com problemas respiratórios, pois temos que avaliar a profundidade e freqüência que esse paciente respira. O PHTLS oitava edição, traz algumas informações sobre o tratamento de ventilação que é muito importante, principalmente o padrão de ventilatório normal, de 10 a 20 movimentos ventilatórios, é uma nova nomenclatura, e o PHTLS trás essa referencia. Existem outras referencias que trazem movimentos de 12 a 20, porém vamos trabalhar com PHTLS pois ele é referencia utilizada em nível mundial para atendimento pré hospitalar.

 

  • IDENTIFICANDO PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

Quando o paciente faz uma respiração de 10 a 20 movimentos no trauma, nós sempre devemos suspeitar que algo aconteceu a esse paciente, e que por isso está impedindo esse oxigênio chegar aos pulmões com qualidade.

Por exemplo, ao chegarmos ao local o paciente pode estar respirando normalmente, mas na avaliação da circulação você identificou que ele tem uma perfusão um pouco dificultosa, está com uma perfusão maior que 2 segundos, isso significa que o paciente está tendo dificuldade na troca de oxigênio, e essa avaliação da circulação avaliando a ventilação está coesa? Não está coesa, essa avaliação não está batendo porque se lá na letra B nós não ofertamos o oxigênio, o paciente já pode estar entrando com falta de oxigênio.

Agora o ponto mais importante que devemos avaliar, é descobrir se a respiração está normal, anormal ou ausente. Em uma respiração normal, qual é a profundidade, está profunda ou superficial, ou está rápida e lenta? Numa respiração normal, o paciente respira de um modo profundo e lento. Numa anormal ele estará respirando de maneira superficial e rápida, e quando mais superficial e rápida a respiração estiver, mais grave o problema respiratório será.

  • TRATAMENTO

 

E para gente tratar é bem simples, mesmo que o paciente tenha uma respiração regular, devemos considerar usar o oxigênio junto com o aparelho de oxímetria (O oxímetro de pulso é um dispositivo médico que mede indiretamente a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente. Em geral é anexado a um monitor, para que os enfermeiros, dentistas, médicos etc.. possam ver a oxigenação em relação ao tempo. A maioria dos monitores também mostra a frequência cardíaca), caso você tenha. Lembrando que oxigênio é uma medicação e deve ser usado de maneira cuidadosa.

E isso é muito importante para um paciente que está no trauma ou com problema respiratório no clinico. Ao ofertarmos o oxigênio normal pode ser para o cateter tipo óculos, de 3 a 5 litros, na mascara de concentração com reservatório de alto fluxo, conhecida como mascara de venturi, ao colocar a mascara no paciente, você consegue ofertar de 12 a 15 litros, lembrando que você pode começar ofertando em pacientes clínicos de 5 a 6 litros, e tendo uma melhora, você pode diminuir a taxa de oxigênio pois a taxa de saturação deve ser mantida em 95%.

Máscara Venturi
avaliação respiratória
Aparelho de Oximetria

 

Agora se você tem um paciente que está com a respiração rápida demais ou muito lenta, temos que fazer uma ventilação assistida, nós vamos oferecer 1 ventilação a cada 6 segundos, porque esse paciente não está respirando com qualidade, o volume minuto inspirado nesse oxigênio não está sendo o volume correto que ele necessita por minuto, é por isso que nós temos que inserir o oxigênio de maneira correta. Então usaremos o dispositivo bolsa valva mascara, mais conhecida como AMBU,  junto com o sistema de oxigênio, e então iremos gerar essa  reposição de volume de oxigênio de uma maneira correta para dentro do paciente.

Concluindo

Concluindo, é de extrema importância ter sempre em mente esses conceito, de que uma má ventilação seja num paciente básico ou grave, pode acarretar problemas para futuros para ele, pois um paciente que não respira direito não vai ter oxigenação cerebral  correta e acabe agravando o nível de consciência desse paciente, fazendo com que não nosso atendimento fique incompleto, pois o paciente não poderá relatar o problema.

 

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