CADEIA DE SOBREVIDA PRÉ E INTRA HOSPITALAR

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Cadeia de sobrevida Pré e Intra Hospitalar

A American Heart criou duas cadeias de sobrevida, uma para paradas Cárdio Respiratórias Extra Hospitalar e a Intra Hospitalar. Primeiro serão abordados os conteúdos da cadeia de sobrevida Extra Hospitalar, explicando sobre sua importância, e para que serve. Para que assim você tenha certeza de qual é a sequência de um atendimento de uma vítima de parada Cárdio Respiratória.

Paradas Cárdio Respiratórias Extra Hospitalar

Iremos trabalhar com 4 elos, porém os 3 primeiros, são exclusivos para o atendimento do socorrista leigo, do qual tem um conhecimento básico, onde todas as pessoas podem ser treinadas. Já os outros, são uma sequência de atendimento em conjunto com a equipe. Várias equipes podem atuar em conjunto, desde a unidade básicas até as unidades avançadas.

Reconhecimento

O primeiro elo que você deve prestar atenção é do reconhecimento e acionamento do sistema de emergência. Porque o reconhecimento é feito através da responsividade do paciente e checagem da respiração, é importante também saber que checar o pulso não é necessário nesse tipo de situação, porque qualquer pessoa consegue notar se o paciente está respirando ou não. Ou seja, você conseguir avaliar se o paciente tem movimentos respiratórios/ventilatórios, é muito importante.

Então, a partir do momento que o paciente não respira, por quanto tempo o coração do mesmo continuará batendo? Por pouco tempo. O corpo tem uma reserva de oxigênio, porém dura muito pouco. Então identificando que o paciente não está respirando, devemos fazer o acionamento e pedir ajuda do 192 ou do bombeiro. Toda parada Cárdio respiratória é muito grave, então precisamos do médico no local. Só iniciando RCP e aplicando RCP e desfibrilador pode ser que traga benefícios ao paciente, porém precisamos do médico para tratar o mesmo: entrar com intubação, definição de via área, cuidar através das medicações… então precisamos ficar muito atento com o reconhecimento da parada Cárdio respiratória e o acionamento, são 2 passos voltados para a parte do primeiro elo.

RCP

RCP

A partir do momento terminarmos o primeiro elo, vamos partir para o segundo, que são as reanimações Cárdio pulmonares (RCP). Sendo que devemos realizar essa técnica com muita qualidade, profundidade e ritmo.

Desfibrilador

Em nosso terceiro elo, vem a aplicação do uso do desfibrilador, que também é conhecido como DEA. Quando mais rápido tivermos a possibilidade de aplicar esse choque, mais fácil será o retorno do paciente. Lembrando que só o choque e reanimação Cárdio pulmonar não são combinações tão produtiva, então é bom conciliar a reanimação Cárdio pulmonar e o uso do DEA para que a gente possa ter uma boa qualidade na reanimação do paciente.

 

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Chegada do suporte avançado de vida

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Terminando de usar o desfibrilador, vem o quarto elo, que é a chegada do suporte avançado de vida, vindo para nos apoiar na cena do atendimento da parada Cárdio respiratória, sempre tendo em vista a gravidade da parada, e o risco de vida que o paciente está correndo. Então quando iniciarmos o atendimento e estou fazemos as compressões devidas no tórax do paciente, assim que minha equipe chegar, irão continuar o atendimento de maneira integrada e coesa, tudo de acordo com a American Heart 2015.

A partir do quarto elo, entramos numa parte mais profunda do atendimento, porque precisamos do avançado, ou seja, nós tratamos o paciente até o terceiro elo, que é onde se aplica o desfibrilador. Então a unidade avançada assume o tratamento. E a partir do momento que o paciente estiver estabilizado, a American Heart recomenda que o paciente deve ser transportado a partir do momento que estiver estabilizado no local, progredindo assim para o centro de tratamento termodinâmico.

 

Parada Cárdio Respiratória Intra Hospitalar

Na Parada Cárdio Respiratória Intra Hospitalar iremos trabalhar com 6 elos, e diferente do Extra Hospitalar, que foram 4 elos, e o trabalho deverá feito por profissionais da área de saúde.

Vigilância

O primeiro elo é a vigilância com relação a pacientes que estão no hospital, pois a PCR normalmente acontece em consequência de quadros respiratórios ou circulatórios graves que pioram, junto a vigilância, a prevenção e tratamento de quadros clínicos pré-PCR também faz parte do nosso primeiro elo, pois muitas dessas PCRs podem ser previstas e evitadas por meio de cuidadosa observação, prevenção e tratamento precoce de quadros clínicos pré-PCR

Reconhecimento e Acionamento do serviço de emergência

O segundo elo é Reconhecimento e Acionamento do serviço de emergência. Você deve primeiro reconhecer se a vítima está em PCR, com base na ausência de resposta, de respiração (ou presença de respiração anormal ou apenas gasping) e de pulso.

Assim que você reconhecer que a vítima está em PCR, acione o serviço médico de emergência ou peça para outra pessoa fazer isso.

Quanto mais cedo você acionar o serviço médico de emergência, mais cedo a etapa de atendimento seguinte chegará.

RCP Precoce

O RCP precoce é o nosso terceiro elo, então se a vítima estiver em PCR, inicie a RCP de alta qualidade imediatamente.

Quando RCP de alta qualidade é iniciada e o mais rápido possível após o PCR, ela pode melhorar consideravelmente a probabilidade de sobrevivência da vítima.

As pessoas presentes que não têm treinamento em RCP são aconselhadas a administrar pelo menos compressões torácicas. As compressões torácicas podem ser administradas por pessoas sem treinamento e orientadas por atendentes do SME pelo telefone.

Rápida desfibrilação

O quarto elo é uma rápida desfibrilação. Quando há um DEA (desfibrilador) disponível imediatamente, deve-se usar o desfibrilador o mais rapidamente possível. Se for um PCR sem monitoramento ou quando não houver um DEA (desfibrilador) prontamente disponível, deve-se iniciar a RCP enquanto o desfibrilador é obtido e aplicado.

Cuidados pós-PCR multidisciplinares

E aqui entra nosso quinto e último elo, que é o Cuidados pós-PCR multidisciplinares. Então após o retorno da circulação espontânea (RCE), todas as vítimas de PCR deverão receber cuidados pós-PCR. Esse nível de atendimento é oferecido por um time multidisciplinar de especialistas e pode ocorrer na sala de hemodinâmica e/ou UTI. A sala ou o laboratório hemodinâmico, é um conjunto de salas de procedimento onde é utilizado equipamento especializado para avaliar o coração e os vasos sanguíneos no coração e nos pulmões. O procedimento de cateterização cardíaca envolve a inserção de um cateter através de uma artéria ou veia no coração para estudar o coração e suas estruturas circundantes e sua atividade. As avaliações são feitas por meio do cateter, e pode ser usado um material de contraste para criar imagens que ajudem a identificar problemas.

Ou seja…

A cadeia de sobre vida pré hospitalar, é um conjunto de funções que vai desde o extra hospitalar ao intra hospitalar. Os pacientes dependem da interação harmoniosa dos vários departamentos e serviços da instituição e de um time multidisciplinar de profissionais de saúde, que inclui médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros, para que consigam se preparar para salvar e cuidar do RCP e do pós-RCP, assim diminuindo a chance de complicações.

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